quinta-feira, 15 de julho de 2010

Na vida, tudo depende

Entraram. Eram tantos: tantas histórias, tantas vidas, tantas decepções, tantos amores, tantos agrados. Olharam-se, cumprimentaram-se. Um por um foram ocupando espaços, bons ou ruins, ainda eram espaços. Conversaram, riram, falaram de si. Algumas amizades se fortaleceram, outras nem tanto ficaram para trás com uma vontade de quero mais reprimida que deixaria marcas, feridas e indiferenças por toda a vida. Tudo depende de um olhar, tudo depende de um sorriso, tudo depende de uma palavra. As circunstâncias mudaram, as pessoas mudaram, os relacionamentos mudaram. No final das contas, na vida, tudo depende das circuntâncias, de cada pessoa, do clima. Tudo depende, tudo interliga, tudo é muito complexo. Sempre tem dois lados, sempre tem, pelo menos, dois fatos. Tudo depende.


Paula Cristina.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O estranho

E os olhos, os olhos.... é tudo que sei dizer daquilo que não foi dito. Fiquem cegos, por favor e me deixem dormir. A noite cala abertamente e tudo que se sabe são as horas incertas de momentos perdidos e os surtos constantes de quem vive à procura de um centro. Qual a linha de reciocínio que se deve tomar? Qual o caminho a seguir? Tudo tão incerto, tão fora do destino. Não faz mal, destino é para os fracos de espírito que não sabem fazer de suas atitudes momentos perdidos. Seja bem vindo, o jardim é logo ali atrás. Não, não quero que entres, mas sinto que não tenho escolha. A piscina vazia, o copo na mão. Quem é você, estranho que não me deixa dormir? Que não me deixa passar e simplesmente ouvir a música que não vou lembrar ter escutado? Quem é você para entrar na minha casa e sujar minhas cortinas? Vá embora, não te quero aqui. A porta bate e eu vou dormir. Boa noite.
Paula Cristina

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O problema do amor

O problema do amor é que você entra pra ganhar ou perder e nunca sabe as chances que tem realmente. É como jogar na loteria, ou aplicar na bolsa de valores, é uma montanha russa esquisita. Primeiro porque você tem que se acostumar com uma pessoa se enfiando na sua vida; segundo porque você tem que se enfiar na vida de uma outra pessoa; terceiro porque existe expectativas dos dois lados e nunca são realistas; quarto porque se você se machucar vai ser MUITO e vai doer muito e se você se separar da pessoa, uma parte sua vai com ela. É uma responsabilidade e uma loucura mútua e completamente arriscada . Uma vez que se ama, se ama para sempre. Aquela parte sua vai embora com a outra pessoa. Já não é só uma parte, mas uma comunhão de partes e, a não ser que se esteja realmente certa da imortalidade, porque tentar se estraçalhar? Mas porque, mesmo assim, procurar amor? Amor não se procura, se acha. Mas e se não for amor? E se for algo menos ou algo mais? Existe algo mais? Se existe, digo que quem achou é um felizardo. E no final das contas, o maior problema do amor e justamente deixar as pessoas assim, sem ar, sem lugar, até que se ache um amor.
Paula Cristina.