domingo, 18 de dezembro de 2011

Enquanto não durmo

O silêncio não me deixa dormir, melhor dizendo, a mente trabalhando, raciocinando, pensando não me deixa dormir. O trabalho a receber, a devolutiva a um passo de ser concluída, as compras, os bolos e cookies a fazer, a viagem, a saudade que vou sentir de você. Não me deixam dormir, me fazendo repassar todos os passos para que eu não esqueça de uma vírgula sequer e cada vez que repasso, a lista cresce. A aula de canto, a terapia, os livros a ler, os filmes para assistir, as ligações, os compromissos, os documentos, o banco, o cachorro, o almoço. Meu deus! Esqueci do almoço! Volta, refaz a lista. Como vou sentir falta de você. Os espaços nisso tudo para "ligação para ele", "possível encontro com ele" são muitos e faço questão. Não importa de atrasar a conta, ele vem primeiro, não importa de esquecer alguma coisa da lista, ele vem primeiro. Quê? Ele vem primeiro? Desde quando namorado foi prioridade na minha vida. Desde ele aparecer. E a saudade que vou sentir durante a viagem? Confesso, seria o acontecimento do ano, a espera ansiosamente. Claro que quero ir, mas já não é o acontecimento do ano. O acontecimento do ano, foi conhecê-lo e será, depois de 15 dias fora. Quin-ze-di-as. Encontrá-lo no aeroporto para aquele abraço. Rio disso tudo. Lembro da vida que eu levava, da solidão que eu tanto gostava. Da idéia de viver sozinha por todo sempre e concluo, simples assim, que não sinto falta da manutenção de solteira, gosto da vida a dois incompleta. E espero que ela se complete no altar. Quem diria... quem diria...


Paula Cristina.