Paula Cristina.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Amores
Os olhos olhavam ávidos, com sede do por vir. Eram tantos olhares, tantas pessoas, tantos acontecimentos. Nos bastidores, olhares apaixonados, mãos entrelaçadas, braços interligados, segredos trocados. Na frente das câmeras eram sorrisos aprimorados, toques leves e com cuidado (para não estragar o gosto dos outros, não incomodar) e não passava de sentar do lado e algumas vezes um beijinho pra dar aquela ideia de casal apaixonado (menos do que era, mais ideal, como deve ser). Porque no final das contas é assim: amores que se amam, que se completam, que se respeitam, que se devoram, que se amam, que se amam, que se amam. Não era para ser ideal, quem foi que teve essa ideia?
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