domingo, 22 de janeiro de 2012

Apenas para contar o quanto eu te amo!

Estava eu, assistindo um filme daqueles de comédia romântica (mas que de comédia não tem nada). E me deparei com a verdade, a verdade que me deparo tantas vezes ultimamente. Não quero tardes ensolaradas e sonhos realizados se não forem com você. Não quero buquês de flores, nem romances típicos, nem conversas fiadas se não for com você, se eu não estiver com você para eu contar dos meus dias medíocres e dos meus sonhos e dos meus planos e dos meus atos. Antes de você, era eu e pronto, no meu mundinho bem equilibrado e algumas coisas fora do lugar. Era muito simples: eu fazia as minhas coisas e, simplesmente, não me importava e as pessoas se acostumaram a pensar "isso é coisa dela, é assim que ela é" e não me incomodavam. Com você foi diferente. Pela primeira vez eu me importo e, pela primeira vez, alguém na vê meus atos pesados como "coisa minha". E você acredita em mim e eu acredito em você. E não importa o quão desconfortável a situação às vezes aparece é aqui que é meu lugar. Cuidando de você e sendo cuidada por você. E não importa o quanto isso assuste e o quanto seja novo. Eu quero mais dias diferentes, quero mais situações as quais eu tenha que aprender a lidar se isso significar estar com você. Eu quero um pequeno, mínimo que seja, espaço na sua vida para fazer de nossas vidas a melhor de todas...


Paula Cristina.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Enquanto não durmo

O silêncio não me deixa dormir, melhor dizendo, a mente trabalhando, raciocinando, pensando não me deixa dormir. O trabalho a receber, a devolutiva a um passo de ser concluída, as compras, os bolos e cookies a fazer, a viagem, a saudade que vou sentir de você. Não me deixam dormir, me fazendo repassar todos os passos para que eu não esqueça de uma vírgula sequer e cada vez que repasso, a lista cresce. A aula de canto, a terapia, os livros a ler, os filmes para assistir, as ligações, os compromissos, os documentos, o banco, o cachorro, o almoço. Meu deus! Esqueci do almoço! Volta, refaz a lista. Como vou sentir falta de você. Os espaços nisso tudo para "ligação para ele", "possível encontro com ele" são muitos e faço questão. Não importa de atrasar a conta, ele vem primeiro, não importa de esquecer alguma coisa da lista, ele vem primeiro. Quê? Ele vem primeiro? Desde quando namorado foi prioridade na minha vida. Desde ele aparecer. E a saudade que vou sentir durante a viagem? Confesso, seria o acontecimento do ano, a espera ansiosamente. Claro que quero ir, mas já não é o acontecimento do ano. O acontecimento do ano, foi conhecê-lo e será, depois de 15 dias fora. Quin-ze-di-as. Encontrá-lo no aeroporto para aquele abraço. Rio disso tudo. Lembro da vida que eu levava, da solidão que eu tanto gostava. Da idéia de viver sozinha por todo sempre e concluo, simples assim, que não sinto falta da manutenção de solteira, gosto da vida a dois incompleta. E espero que ela se complete no altar. Quem diria... quem diria...


Paula Cristina.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quando se perde a inocência

Você sabe que perdeu a inocência quando descobre que suporta a dor. A dor do luto, a dor da culpa, a dor da separação, a dor da solidão, a dor... Você sabe que perdeu a inocência, quando percebe que tudo tem dois lados e, que portanto, em certa medida todos podem ser mal interpretados e podem mal interpretar. Você perde a inocência quando as noites de insônia te contam as coisas que você sabe não poder mudar. Você perde a inocência quando começa a procurar opiniões diferentes para formar a sua própria e, às vezes, chega a duvidar de si mesmo não por falta de confiança, mas por saber que você também é falho e muitas das vezes você estará errado. Mas você perde a inocência também quando começa a se perguntar o que é certo e o que é errado e se os dois não estão juntos, interligados, impossibilitados de separar. Você perde a inocência quando percebe que um simples texto que parece arrancar a alma pode ter menos que vinte linhas e, portanto, nada pode ser por completo medido. Você perde a inocência quando descobre que nada sabe e talvez, nunca saberá.



Paula C. Arrais

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Não é meu...

Quando as palavras martelam em sua cabeça e você não sabe o que fazer com elas. Elas não são minhas, nunca foram e você as coloca em minha frente esperando que eu as aceite, mas não aceito. Não aceito porque apesar de serem dirigidas a mim não são para mim, são para confortar sua dor, são para você, lá no fundo. Para você se apoiar em alguma coisa quando a alma dói e você não sabe porque. Talvez até saiba, mas não quer se contar. Suas palavras são suas e doem em mim porque sei que doem em você, mas nada posso fazer senão dizer que não são para mim. Eu sinto muito. É um fardo muito pesado carregar os problemas dos outros nas costas, por mais que você tente ajeitar, nunca dá certo, porque a chave não lhe pertence, é um código que só o outro tem, como uma digital. Não pode ser passada, transmitida, ensinada. Dói seu desapontamento, dói seu olhar de rancor, dói seu olhar de tristeza, mas eu nada posso fazer, senão sentar e esperar. Esperar que você enfrente suas dores e me encontre em uma rua qualquer de seu próprio caminho.



Paula Cristina.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Escrever

Perdi a linha de raciocínio pelos dias afora. Quiz escrever tantas e tantas vezes, mas simplesmente, aquele momento de silêncio e encontro comigo não acontecia... Tratei de tentar meditar nas horas vagas e, às vezes, surgia um assunto para tratar, mas ainda não era hora de por no papel. A hora não chegou e tive vontade de dizer algo, mas este algo me escapou. Estou tão contente de mim, tão contente da vida, tão contente de tudo que transbordei e deixei o sorriso espirrar um pouco da pressão de alegria que assola meu peito. É por isso que quando quero escrever, fica difícil sair o que eu queria dizer. Preciso transbordar, explodir de emoção, deixar tudo entrar para depois sair. Escrever para mim é isto: comunicar o que não dá para ser comunicado, transformar em palavras o que é tão forte que perde a capacidade da fala. Escrever para mim é soltar a alma e deixá-la esparramada nas palavras.

domingo, 30 de outubro de 2011

Homenagem à Rosimeiry


"A morte é apenas uma travessia do mundo, tal como os amigos que atravessam o mar e permanecem vivos uns nos outros
Porque sentem necessidade de estar presentes, para amar e viver o que é onipresente.
Neste espelho divino vêem-se face a face; e sua conversa é livre e pura.
Este é o consolo dos amigos e embora se digam que morrem, sua amizade e convívio estão,
no melhor sentido, sempre presentes, porque são imortais."
- William Penn, More Fruits of Solitude

Hoje eu acordei com câimbra nos pés, com o dedo machucado e o joelho doendo, mas não é um daqueles dia que eu coloco culpa na dança ou em um descuido qualquer pessoal. A razão destas dores que me impedem andar melhor são dores de luto. Ontem ao dormir, não consegui ler minha diária dose de um capítulo de harry potter seguidamente e, para quem me conhece, isso é, no mínimo estranho, para mim é luto. Hoje eu acordei sem sono e mantive. Esta madrugada, eu não acordei às 3h com medo ou sede, eu acordei às 1h, 2h e 4h com pesar. Acordei hoje, às 7h sem sono e, quem me conhece, sabe que isso para mim é madrugar. Hoje estou de luto, porque você não mais atenderá o telefone, não mais mandará mensagem. Você está em outro lugar, acredito que bem, tranquila, liberta. Mas hoje vou parar tudo para acompanhar você uma última vez, porque é tudo que tenho. Hoje estou de luto, porque hoje eu perdi uma amiga, uma prima (como você mesma me considerava também), uma companheira. Tudo que tenho a dizer é que eu te amo e espero que aonde quer que você esteja, aonde quer que você vá, esteja em paz, a paz que você merece tão bem.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Você

Já falaram de flores
e de espinhos também.
Já falaram de chuvas,
sucatas, melodias e
vidraças, mas não
falaram de você.

Você que mede as palavras
e se esconde por entre as
meias abarrotadas.

Já falaram de cinismos,
derrotas, sorrisos e
luares, mas não falaram
dos grilos, dos pássaros
e das brisas dos mares.

Talvez, tenham até dito,
mas estava tão ocupada
tentando entender porque
não falaram de você
que fiquei surda por um
minuto, esquecida de meu
próprio mundo.

Porque você é a maior
descoberta dentre os
desembaraços da vida.
Você que me faz sorrir
tantas vezes.


Paula Cristina.

Carta a Amandinha

E hoje é seu dia e venho pensando em nós por muito tempo. Fiquei rindo: é seu dia e vou falar de nós? Sim, porque eu sei que amar é se mistu...