quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A última palavra do ano escrita em história

"O amor é conivente com a esperança porque conhece a fé que o faz alcançar."
Autor desconhecido


Com o tempo foi-se acostumando com as roupas mal lavadas, o cheiro de mofo, as paredes lascadas de sua própria alma. Já não acreditava que podia ser diferente, melhor. Passava todos os dias sonhando. Só sonhando, porque planos realizados são vida e vida era o que não se acreditava mais, a muito tempo. Olhou para o relógio marcando a mesma hora havia anos, não consertava, não jogava fora. "Deixe-o aí, é mais cômodo" pensava. E era mesmo. Só que não tinha mais graça a vida, até porque não era vida, mas morte antes da morte. Começou a mudar tudo de lugar, jogar fora o que lhe era inútil. Deu no que deu, tudo novo. Não gostou no começo, tinha que reacostumar com o lugar dos móveis, com tudo diferente. Percebeu então que aquilo a mudara, ela se encontrava viva novamente. O sentimento que pairava no ar, antes tão menosprezado e sem perspectiva trouxe a esperança de muito tempo atrás. Estava empoeirada dentro de um baú escondido no porão. Anos antes prometera jamais amar outra vez e com isso, a esperança foi aprisionada cruelmente. Hoje ela se libertava e cobria o vazio imensurável e a tristeza deixou. Foi só então que percebeu que alguém ajudara a construir, alguém que não voltará nunca mais e não saberá jamais.
Paula Cristina.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Lembrança

Hoje é o dia da lembrança, e para fazer justiça a este dia nada melhor do que falar de lembrança. É a coisa mais linda, mais pura, mais gratificante que se tem. Logicamente dói muito às vezes, outras apenas o suficiente para se ficar pezaroso e outras ainda trazem felicidade, alegria e paz. Lembranças nos matém perto daqueles que amamos, que se foram de alguma forma, acalentam nossos corações e nos ensinam a seguir em frente, a enfrentar quando necessário e a largar quando não houver mais razão. A lembrança não deve ser tratada como uma forma de vida, mas como um complemento às vivências, aos sorrisos e às atitudes escolhidas. Lembrança é um reflexo do passado e o esboço do presente. Lembramos do que nos tornou o que somos e assim, a lembrança se torna doce, suave, amável e querida. A lembrança é a forma de amar a vida de uma forma construtiva, aprendendo, mudando, reciclando e revivendo, sempre de coração aberto, sorriso no rosto e esperança no coração.
Paula Cristina.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Sobre o desejo

O desejo se faz de forma fundamental no desenlaçar de histórias. Quando se deseja, trabalha-se para chegar ao desejo de forma árdua, mesmo que seja imperceptivo, inconscientemente. Tudo que se ama hoje, amanhã será a vida que se leva. Dessa forma, é de extrema importância conhecer-se, perceber-se, descobrir-se. Ao fazer isso, não só saberemos como seremos, mas também poderemos mudar o que não queremos nos tornar. O desejo não só faz parte do presente, mas também parte do futuro, parte de si, parte da parte que a vida lhe trará.
Paula Cristina.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bastidores de natal

Está certo que hoje é dia de alegrias e coisa e tal, mas como não pensar furtivamente que daqui a algumas horas vai ser uma correria geral? Familiares implicando um com o outro, mudança de festas e blá blá blá. Já faz até parte do script, algumas frases ficam gravadas e parecem que nem o tom muda com os anos. Mas tudo bem, acostuma-se. Essa data é linda, e quando vejo essas nuances apenas sorrio, amanhã vai passar tudo e a comida e a bebida terão sido boas. Levanto da cama, me ponho a arrumar. Primeiro cabelo, depois maquiagem, depois o vestido. Pego os presentes e me ponho na sala de estar a esperar a festa de natal começar. E porque não desejar um feliz natal? O motivo da comemoração é meio esquivo, há controvérsias da verocidade do nascimento neste dia, mas ainda assim comemoração é sempre motivo de alguma coisa, mesmo que seja de mentirinha.
Paula Cristina.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Você não pode me escutar, mas mesmo assim eu conto

Seis anos se passaram desde que você se foi. O "Big" cresceu e está quase adulto. As festas de família continuam, assim como os terços, As dores do mundo são as mesmas daquela época, só mudam de nome e endereço. Continuo cantando e pretendo cantar para sempre, estou aprendendo violão e sei um pouquinho de nada. Sinto sua falta todos os dias, evito não pensar em você em tempos de crise, ainda machuca pensar na sua partida. Seu adeus foi tão repentino, não me deu tempo de processar a informação. Ainda me lembro das brincadeiras e da sua voz também. Eu cortei meu cabelo e acho que você amaria ver o resultado, agora deixei crescer de novo e ainda não tenho certeza se deixo assim ou corto mais uma vez, sua opinião nesse momento faria muita diferença. Continuo dançando como sempre dancei. A pequena Doc morreu, mas agora temos mais dois cachorros em casa, você iria amá-los. Gostaria de dizer que eu te amo, mas você não vai ouvir, então eu canto porque assim todo mundo ouve. Quisera eu que onde você está, tivesse algum meio de comunicação que não a oração, que ainda é um meio de uma mão só: você ouve, mas eu não recebo resposta. E enquanto não nos encontramos vou te mantendo informada com os pensamentos ativos em você. Meu sorriso se torna opaco, é difícil sorrir chorando.


Paula Cristina.

Estou cansada

Sim, estou cansada como a muito não ficava. Cansada de sorrir, de andar, até mesmo de falar. Estou cansada de pessoas dando voltas e voltas ao meu redor, tentando observar alguma coisa que não precisava. Estou cansada dessa loucura estampada na cara e dessa mania de fingir segurança. Estou cansada de me manter inteira para não ver pessoas aos surtos ao meu lado querendo dar uma de super herói. Estou cansada de olhares furtivos e cuidados excessivos e tudo que posso fazer é escrever aqui o que sinto.
Paula Crsitina.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Minha máscara de arrependimentos

Eu vou sentar contar a minha história e dizer que me arrependi de todos os meus erros, que arrependi de tudo que me aconteceu e de tudo que eu fiz, mas eu vou fazê-lo só para te agradar. Você vai me olhar com aquela cara de coitada e pensar "agora ela aprendeu a andar na linha" e eu vou abrir um sorriso e fingir ser verdade. Mas, na verdade, não me arrependi de nada, minhas dores me trouxeram onde estou, meus erros me ensinaram, minhas fraquezas me fortaleceram. Procuro não me recair naqueles erros, não porque me arrependo de tê-los feito, mas porque acho que passou da época, do sentimento, da sensação. Você pede para eu ser exemplo, mas nunca quis sê-lo e nem sei se vou querer algum dia. Mas mesmo assim, eu sorrio e concordo, é mais fácil desvencilhar de mancinho de suas teias traiçoeiras a bater de frente com um monstro invisível. Você hoje se orgulha do meu crescimento, eu me orgulho de tudo que fui e sou. E por essas e outras diferenças nunca seremos mais que meros conhecidos, você não percebe a beleza por dentro, você não vê a virtude nas crises.
Paula Cristina.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Eu quero

Eu quero subir em um palco e cantar as minhas músicas, que falam sobre o meu mundo e, ajudar as pessoas atráves de minhas composições, dos meus sentimentos, dos meus sons, das minhas coreografias, das minhas loucuras, das minhas paixões. Eu quero ter a minha história escrita em versos boêmios, já que estes versos são meus. Eu quero ter noites passadas em claro devido a apresentações. Eu quero uma história de amor, não precisa de grande estilo, mas uma história que lá na frente me dê o direito de dizer "eu amei e foi lindo". Eu quero uma amizade que ultrapassa barreiras, bem estilo "Thelma e Louis". Eu quero que nos momentos de surtos, por não saber o caminho até meus sonhos, não necessite escutar pessoas sussurrando aos cantos tentando resolver meu futuro por mim (o futuro é meu!...). Eu quero alguém que apesar de tudo, sempre me lembre que todos os momentos felizes que eu tive, de alguma forma envolveram meus sonhos e meus ideais e que, sendo assim, não me deixe desistir deles, não importa o quão desesperada eu esteja. Eu quero alguém que compreenda que todos os contatos que eu mantenho, são pessoas para as quais jamais conseguirei dar as costas, mesmo que tenham me ferido, porque passei a amá-las e respeitá-las antes mesmo de conhecê-las e isso é um mistério por si só. Eu quero, eu quero, eu quero e só por querer mesmo. Porque sem querer a vida fica sem graça.


Paula Cristina.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Passou-se o tempo

Como se eu tivesse tempo para cair nas suas graças e me deixar virar a cabeça por alguém como você. Passou-se o tempo que movia trancos e barrancos e achava que ser desejada era o mesmo que ser amada. Passou-se o tempo que mudava meus caminhos e mostrava que eu sabia o que na verdade não sabia. Passou-se o tempo que eu sorria pra você me abraçar e dizer que me ligava, mas nunca me ligar. Passou-se o tempo em que acreditava em todos os olhares, palavras doces e toques afrodisíacos. Passou-se o tempo em que minha inocência era pesada em balanças e jogada de comida a vermes famintos. Passou-se o tempo em que tudo que eu queria era um amor de cinema, uma história romântica ou um contos de fadas. Passou-se o tempo em que eu acreditava só porque queria e quebrava a cara e voltava porque certo se dizia. Passou-se o tempo que gostava de rimar só pra fazer frases bizarras com idéias bonitinhas. Passou-se o tempo que você me conquistava e eu ficava na porta de casa esperando sua companhia. Passou-se o tempo da inocência, do amor platônico, dos surtos inesperados e das obssessões. Passou-se o tempo e não sinto mais falta de tudo isso que foi, que passou, que mudou. Passou-se o tempo e eu estou mudada, fazendo este texto e não falando de amor.
Paula Cristina.

Sentimento escondido

E os pensamentos de repente se auto organizaram e eu perdi a linha de raciocínio. Percebi, então, que algo não queria se revelar. Algum sentimento ou situação que põe em risco esse meu modo de viver. E o que mais me irrita é não saber o que encadeou tudo isso, o que fez meus pensamentos calarem e fazer com que um silêncio estupidamente incômodo se apossasse de minha mente. É nesse ponto que se deve agir. Se ao menos eu soubesse chegar, o que é ou onde se esconde. Mas se fosse tão fácil assim, não seria tão importante, nem tão puro. Tudo que nos faz perceber além da neblina que nos toma é valioso demais, é real demais. Tenho certeza que quando descobrir o que é, vou rir da obviedade desse sentimento que brinca de esconde-esconde.


Paula Cristina.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Voluntariar-se

Olha um pouco além desse mundinho tão perfeito que você tem. Aprenda a dar um sorriso sincero e ser um pouco menos egoísta. Aprenda a estender a mão e a abraçar o necessitado. Aprenda a ouvir com atenção, a perceber o outro. Aprenda a amar, a voluntariar-se a dar um olhar sincero. Não precisa de muito, só um passo em direção ao outro. Não precisa falar, mas ouvir. São os gestos que valem. Dê um pouco de si, ame mais!
Paula Cristina.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Será?

Será que a insônia de Sócrates o incomodava? Será que a verdade é sempre cercada de dúvidas? Será que existe algo incontestável? Será que o que se ama, se ama realmente ou é consequência de um passado? Será que Freud ainda existe? Será que existe destino? Será que eu penso por demais? Será que sou filósofa por isso? Será que eu sei alguma coisa ou só acho que sei? Será que existe amor pela descrição de platão? Será que somos marionetes? Será que somos Deuses e nem sabemos? Será que existe extraterrestre? Será que eu sou louca? Será que você é louco? Se a base é sempre alguma coisa, como posso dizer o certo, o bonito e o feio? E se for exatamente o contrário? Será que o céu é azul, mesmo? Será que eu sou de aço?
Paula Cristina.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quando se pode ficar sozinho

Senta em frente a lareira, descansa os pés na mesinha de centro, acende um cigarro e se põe a pensar na vida, no mundo. Tudo tão confuso, embaralhado, transtornado! Abre uma cerveja, bebe na garrafa mesmo, é mais gostoso, mais prazeroso. Fecha os olhos e fica ali pensando no próximo livro a ler, no próximo texto a fazer, na próxima música a tocar. Sorri, outro gole e dorme ali mesmo, o cigarro cai e apaga sozinho, a garrafa pela metade fica no chão, esperando ser consumida. O telefone toca até desligar. Acorda, termina a cerveja e vai caminhar.
Paula Cristina.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Labirinto que não tem fim

Esse comichão, brincando de labirinto, se recusa a sair de mim. Ele não tem nome, nem se sabe de onde vem e vai tomando conta. E eu fico nessa inquietação, esperando descobrir a solução para isso aqui. Deito, sento, levanto, ando, como, leio, danço, canto, toco, escrevo e ainda fico assim, sem saber o que é e o que quer de mim. Ah, esse labirinto que não tem fim.


Paula Cristina.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Confissão

Confesso que já não sei mais. Não sei mais a cor dos seus olhos quando não eram mel, a cor dos lábios quando não tinha borras de batom, o toque da sua mão nos meus quadris. Confesso que a chuva já não é mais triste, nem o sol tão alegre e que quando fica nublado é divertido imaginar cenas de contos épicos cheios de mistérios. Confesso que minha revolta já não tem fundo, de tanta coisa borbulhando, mas confesso também que sei o que é meu, o que é seu e o que é do mundo. E por mais difícil que seja confessar, confesso também que não me arrependo dos pecados que cometi. Confesso que não acredito em pecado ou inferno. Acredito sim, na consequência e dela eu confesso derrotas e alegrias, mas acima de tudo, confesso que depois de tanto ódio, brigas e desilusões eu continuo tão inocente quanto poderia e tão amarga e consciente quanto gostaria de evitar. Confesso que tenho meus problemas.
Paula Cristina.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Receita de mundo

Me conte seus segredos, seus medos e seus anseios. Não quero te roubar, nem torturar, nem te mudar. Quero apenas que se veja além, perceba suas dores e as encare de queixo erguido. De nada adianta fingir que não está lá o que está. Se percebe o que te aflinge siga em frente. Se precisa de um ouvido, aqui estou. Só não peça que eu concorde ou discorde, sou ouvido e nada mais. Não estou aqui para dizer o que é certo e o que é errado, até porque não acredito nessa divisão tão utilizada. Tem o que se consegue fazer e o que não se consegue fazer. Me conte e seja. Enfrente de acordo com sua própria condição. Faça o que consegue e quando pensar que não consegue mais, avalie, mude os planos. Tudo tem dois lados que levam ao infinito. Só não se esqueça de uma coisa: não importa o caminho, sempre tenha um sorriso estampado na face.
Paula Cristina.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Escrever para não sentir o vazio que deixastes em meu peito

O tempo vai, o tempo vem e algumas coisas permanecem intactas. O cheiro da terra molhada, do vento, da chuva, da grama recém cortada. Seu perfume se foi a muito tempo, mas a lembrança continua aqui. E quando ela chega fica dias, como aquelas visitas inconvenientes que insistem em ficar, mesmo quando incomodam. E então tudo que me resta é escrever. Escrever até a mão ficar calejada, os dedos cansados, a palma em brasas. Escrever até a saudade ficar fraca diante da dor, até esquecer que você faz falta nos mínimos detalhes dos meus dias passados entre pergaminhos velhos e amarrotados.
Paula Cristina.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fazer sentido

Seu sorriso mais brando, seu olhar mais sincero, seu abraço mais apertado. Que saudade de tudo! Nem sei quem você é e já faz falta. O que será de mim sem a sua ausência pausada? Será que faço sentido? Não sei se hoje eu faço sentido a mim mesma. Mas isso faz parte. Quando não se faz sentido, então perde-se a exatidão e portanto, procura-se ajustar a algo. E nossa necessidade de ajuste é a coisa mais engraçada que existe, ela nos faz mudar, ser e deixar de ser. O ajuste é a base de toda relação humana e de toda socialização. Confesso que odeio ajustes, mas odeio mais ainda necessita-los. E o sentido se faz todos os dias, após o ajuste favorável. E quando eu não quero fazer sentido eu não pertenço, de alguma forma ao lugar onde não me ajusto e o sentido passa a ser a loucura. Pura e simples loucura, dessas que eu amo e sorrio quando vejo. Dessas que eu sonhei que seria e que era. E que de tanto sonhar me tornei e hoje devo fazer ajustes para me ajustar, fazer sentido àqueles que precisam ver sentido. Eles não entendem a beleza de não fazer sentido.


Paula Cristina.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Aos fuchiqueiros de plantão

Vou te contar uma coisa, um segredo de estado. Ninguém é mais feliz, nem mais bonito, nem mais amado. Ninguém é mais especial, ou mais diferente, ou mais qualquer coisa. Cada um é cada um e pronto. Pode-se ser mais em uma relação, mas no mundo é mais um e pronto acabou. É por isso que amamos tanto nos relacionar, nos socializar. Anciamos por ser únicos, diferentes, especiais. As relações nos dão essa falsa confiança de si. Só não se esqueça de um detalhe, não é porque você se sente mais, que é. E agora depois que descobriu isso também faça-me um favor, vá cuidar da sua vida e ser feliz. Ficar rondando por aí, falando da vida dos outros não vai mudar a sua. E se um artista está vivendo diferente do que você acha que é certo, pare de futricar na vida dele. Ele não deve nada a você. Aliás, tudo que ele faz é ser palhaço enquanto você olha. Se não quer ver, tape os olhos. Ninguém é obrigado a viver por você o que nem você sabe viver.
Paula Cristina.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Luna

De todas as personagens que li, conheci, convivi, a que mais marcou foi Luna. Ah, como ela é linda! Não existe alguém mais fora e mais dentro do mundo que ela. Ela sabe, docemente, deixar o constrangimento no ar em devidas situações, vive em mundo encantado, mas é a única que percebe com a maior das sutilezas o pouquinho de cada um. É a única que se fascina com as coisas mais esquisitas e a única que acha completamente normal a sinceridade pela sinceridade. Luna é linda, é verdadeira, é por completo insana, e ainda sim, é a mais lúcida.


Paula Cristina.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sobre saber e idéias

Quando se sabe é impossível não saber de novo. As idéias vêm e vão, mas já foram plantadas e qualquer coisa que lembre o mínimo que for será relacionada. Por isso é tão difícil criar algo a partir de algo já criado. Pois as idéias já foram lançadas, mas não utilizadas.
Paula Cristina.