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Hoje.

Chega um momeno na vida em que se escolhe. Eu escolho parar com tudo. Parar com os amores sem futuro, os amores assassinos, os amores doentios. Escolho ficar sozinha. Pode ser difícil, estranho e até mesmo nada agradável no começo, mas não importa. De nada adianta guardar lembranças, gerar poeira e muita dor de cabeça. Hoje eu escolho a mim e digo não a surtos, lágrimas e recaídas. Hoje eu vou sentar, tomar um chá e ler um livro. Hoje vai ser tudo diferente.


Paula Cristina.

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Em meio a luz, cores, sons, sorrisos, olhares, toques e palavras a vida tomava forma. As cortinas se abriam para um mundo outro que trazia consigo a verdade de cada um ali presente. Escondidas pelos cantos dos olhos, essas verdades se faziam presente nos movimentos, marcavam presença nas palavras recitadas, oculpavam espaço nas colchias e no palco.
Melodias inteiras tocadas enchiam o coração, as vozes e os movimentos. Faziam parte dela de uma forma que jamais poderia explicar. Estava onde deveria estar, em casa e sonhando com momentos futuros. Que mundo lindo. Mundo dela. E o sorriso abriu seu rosto, dando o acalento de dias vindouros.
Quer isso, sempre. Quer o palco, as colchias, os ensaios, as luzes. Quer script, partitura, maquiagem e figurino. Quer trocas, sorrisos, olhares, sons e cores. Quer ser mais do que hoje e buscar sempre se superar. Quer força e coragem e, acima de tudo, oportunidades.



Paula Arrais

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