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Tem sempre

Tem sempre alguma coisa, alguma carta, alguma lembrança, algum sorriso, algum olhar para mudar o curso das coisas, para nos fazer parar e olhar. Tem sempre algum acorde para nos fazer dançar e um poema para nos fazer falar. Tem sempre alguma coisa acontecendo quando pensa-se que não terá. Tem sempre abraços fortes e beijos demorados, doces desejados e noites enluaradas. Tem sempre aquele amigo com que se possa contar e aquele porre que te põe a se questionar. Tem sempre aqueles que brigam, aqueles que amam, aqueles que calam, aqueles que consentem. Tem sempre mãos que acolhem e pés que escalam. Tem sempre aquela tarde para pensar e aquela chuva para renovar. Tem sempre piscina para aproveitar e pássaros a cantar. Tem sempre estrelas no céu e reflexo nos lagos. Tem sempre cheiro de terra e brisa de mar. Tem sempre um mundo nos seus olhos e amor no seu falar.



Paula Cristina.

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Em meio a luz, cores, sons, sorrisos, olhares, toques e palavras a vida tomava forma. As cortinas se abriam para um mundo outro que trazia consigo a verdade de cada um ali presente. Escondidas pelos cantos dos olhos, essas verdades se faziam presente nos movimentos, marcavam presença nas palavras recitadas, oculpavam espaço nas colchias e no palco.
Melodias inteiras tocadas enchiam o coração, as vozes e os movimentos. Faziam parte dela de uma forma que jamais poderia explicar. Estava onde deveria estar, em casa e sonhando com momentos futuros. Que mundo lindo. Mundo dela. E o sorriso abriu seu rosto, dando o acalento de dias vindouros.
Quer isso, sempre. Quer o palco, as colchias, os ensaios, as luzes. Quer script, partitura, maquiagem e figurino. Quer trocas, sorrisos, olhares, sons e cores. Quer ser mais do que hoje e buscar sempre se superar. Quer força e coragem e, acima de tudo, oportunidades.



Paula Arrais

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